Michael Saylor usou o ChatGPT para arquitetar uma captação de US$ 15 bilhões

Michael Saylor usou o ChatGPT para arquitetar uma captação de US$ 15 bilhões

O presidente executivo da Strategy, Michael Saylor, revelou que utilizou o ChatGPT para estruturar o plano de financiamento de ações preferenciais da empresa. A iniciativa permitiu à companhia captar cerca de US$ 15 bilhões para fortalecer seu balanço focado em Bitcoin.

Durante uma entrevista ao podcast ‘The Diary of a CEO‘, o executivo detalhou o processo de criação. Ele explicou que o chatbot o ajudou a explorar e desenhar as estruturas financeiras adotadas posteriormente pela companhia para captar recursos de investidores. “A IA me ajudou a criar US$ 15 bilhões”, disse Michael Saylor.

O montante bilionário reflete o capital levantado por meio de produtos de ações preferenciais, como STRC, STRK, STRF e STRD. A inteligência artificial operou no desenho da arquitetura do negócio, mas a execução prática exigiu o trabalho de investidores, subscritores e diretores.

Para os profissionais do mercado, o empresário deixou um direcionamento sobre o uso de novas ferramentas de automação no dia a dia. “Não tente trabalhar mais que os robôs”, afirmou, defendendo que a combinação da criatividade humana com a velocidade da inteligência artificial cria uma vantagem competitiva.

Movimentações financeiras na gestão de Michael Saylor

O relato sobre o uso de inteligência artificial ocorre no momento em que a Strategy demonstra flexibilidade com suas reservas de criptomoedas. Um documento regulatório enviado à SEC em 3 de agosto confirmou a venda de 1.638 BTC por aproximadamente US$ 104,73 milhões.

A companhia utilizou os fundos para duas finalidades principais: o pagamento de dividendos de ações preferenciais e a recompra de papéis STRC. Após a transação, as reservas da companhia passaram para 842.138 BTC, com um preço médio de aquisição de US$ 75.419 por moeda.

Dados da plataforma Lookonchain apontaram uma movimentação recente adicional de 1.030 BTC, avaliada em US$ 66,14 milhões, a partir de carteiras ligadas à empresa. A operação, no entanto, não possuía confirmação oficial em novos relatórios regulatórios.

Paralelamente às manobras de mercado, a empresa anunciou a expansão de seus benefícios corporativos internos. A iniciativa inclui contribuições anuais e aportes únicos em contas financeiras de filhos elegíveis de seus funcionários nos Estados Unidos, diversificando sua atuação corporativa.