A mineradora de criptomoedas MARA Holdings vendeu 2.213 Bitcoins durante o segundo trimestre, o que representa 91,37% de todas as 2.422 moedas digitais extraídas no período.
Além das vendas massivas, a companhia obteve US$ 600 milhões em novos empréstimos estruturados com garantia em criptomoedas. O objetivo é financiar a aquisição da Long Ridge, uma área de geração de energia voltada para Inteligência Artificial (IA) e computação de alto desempenho.
Os novos recursos da MARA Holdings estão inseridos em linhas de crédito de US$ 750 milhões fechadas no início de agosto. A corretora Coinbase forneceu uma estrutura de US$ 450 milhões, enquanto a Two Prime liberou um empréstimo de US$ 300 milhões.
Falta de clareza nos riscos financeiros da MARA Holdings
Para assegurar essas operações, a mineradora entregou 18.750 Bitcoins como garantia. Contudo, os relatórios financeiros mostram dados de diferentes períodos, dificultando o cálculo exato de quanto do estoque em criptomoedas da empresa permanece livre de restrições.
Os termos do financiamento exigem que a MARA Holdings mantenha um volume suficiente de Bitcoin como garantia. O descumprimento dessa regra permite que os credores liquidem os ativos digitais bloqueados para recuperar o dinheiro.
Apesar dessa exigência, os documentos da empresa não divulgam os gatilhos matemáticos para uma chamada de margem. Sem essas informações, é impossível calcular até que preço o Bitcoin precisaria cair para forçar a mineradora a vender suas moedas.
No balanço trimestral, a companhia registrou US$ 174,9 milhões em receita e um prejuízo líquido de US$ 611,3 milhões. Uma grande fatia dessa perda financeira ocorreu devido à desvalorização do Bitcoin no mercado, refletindo diretamente nos resultados contábeis.
A compra da Long Ridge ainda depende de aprovação da Comissão Federal Reguladora de Energia dos Estados Unidos. Se a transação for cancelada por problemas regulatórios no futuro, a mineradora poderá pagar uma multa rescisória de US$ 75 milhões.


