Por que as correções do preço do Bitcoin estão perdendo força a cada ciclo de mercado?

Por que as correções do preço do Bitcoin estão perdendo força a cada ciclo de mercado?

O histórico de mercado mostra que a correção do Bitcoin está perdendo força de forma progressiva. Dados recentes compilados pela Galaxy Research revelam uma compressão clara nas quedas que sucedem os picos de preço da criptomoeda ao longo dos anos.

No ciclo iniciado em 2014, o ativo registrou um declínio de cerca de 85%. Com a entrada de Wall Street e contratos futuros em 2017, a desvalorização recuou levemente para 84%, e no ciclo de 2020-2021, as perdas pararam na faixa de 77%.

A atual correção do Bitcoin estacionou perto de 53% até o momento. Isso representa uma diferença de 32 pontos percentuais em relação ao primeiro grande ciclo avaliado, marcando uma queda quase 38% menos profunda.

A principal causa dessa mudança estrutural é a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista e a adoção corporativa por empresas que acumulam o ativo em tesouraria. Esses grandes compradores criaram uma base de demanda constante, mitigando o impacto das vendas massivas.

Essa maturidade de mercado também afeta diretamente as fases de alta. Os ganhos entre o fundo e o topo de cada ciclo encolheram drasticamente, passando de um multiplicador de 580 vezes no primeiro episódio para apenas 8 vezes no último.

O futuro da correção do Bitcoin e o ciclo de quatro anos

O executivo Michael Saylor defende que o tradicional ciclo de quatro anos está perdendo peso com a entrada pesada de capital institucional. No entanto, a Galaxy Research aponta que a cronologia histórica de fundo, halving e topo ainda persiste no mercado.

O ciclo atual permanece incompleto, o que significa que o percentual atual é apenas um retrato do momento. Caso o mercado registre novas mínimas, a porcentagem de 53% da correção do Bitcoin aumentará automaticamente.

Enquanto o fundo definitivo não é confirmado, o fluxo de capital segue ativo. Em 2 de setembro de 2026, os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos atraíram mais US$ 101,15 milhões, evidenciando que a nova dinâmica de mercado retém o ritmo antigo, mas com uma volatilidade nitidamente reduzida.