Uma carteira de Bitcoin inativa por quase 15 anos voltou à atividade, transformando um investimento inicial de apenas US$ 120 em impressionantes US$ 3 milhões.
O movimento faz parte de uma tendência recente monitorada pela Galaxy Research. Entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro, pelo menos quatro endereços da era inicial da criptomoeda movimentaram um total de 202,84 BTC, avaliados em cerca de US$ 15,73 milhões.
O maior montante veio de um endereço inativo desde novembro de 2013, que transferiu 146,06 BTC, equivalentes a US$ 11,31 milhões. O investidor obteve um ganho de 12.902% sobre o preço de custo estimado na época.
No entanto, o destaque absoluto fica para a carteira de Bitcoin adormecida desde novembro de 2011. O detentor guardava 40 BTC comprados a um custo médio de US$ 3 por moeda. O retorno acumulado ultrapassou a marca de 2.571.899%.
Outros dois endereços menores completaram o lote, movendo 10 BTC e 6,78 BTC, intocados desde meados de 2011. Os dados da blockchain mostram que a fração de 6,78 BTC foi enviada diretamente para a corretora Coinbase, indicando uma clara intenção de venda, e não apenas uma troca de custódia.
Por que tantas carteiras de Bitcoin estão voltando à ativa?
A aceleração dessas movimentações no último trimestre tem uma possível ligação judicial. Várias das transferências recentes carregavam a marcação de remetente “Noah Doe”.
O termo é uma referência direta a um processo em Nova York que tenta declarar milhares de endereços inativos como propriedade abandonada. Desde que um juiz pausou o andamento do caso em junho, moedas ligadas ao processo começaram a se mover com frequência.
Embora o destino de grande parte dos fundos permaneça anônimo, o despertar frequente de qualquer carteira de Bitcoin veterana continua gerando debates sobre o impacto da entrada dessa antiga oferta em circulação no mercado atual.


