O Bitcoin chega aos últimos dias do terceiro trimestre de 2026 com uma das melhores performances trimestrais de sua história. O ativo saiu de cerca de US$ 58.500 para perto de US$ 84 mil, uma alta de 43,5%.

O resultado coloca este Q3 como o segundo melhor terceiro trimestre do Bitcoin, atrás apenas dos 80,4% registrados em 2017. Ethereum, por sua vez, avançou 71% no mesmo período e estabeleceu seu melhor Q3 já registrado, superando o recorde de 66,5% de 2025.

A alta também veio acompanhada de mudanças no comportamento do mercado. A demanda relacionada aos ETFs ganhou força, o volume no mercado à vista aumentou e a realização de lucros permaneceu limitada.

Outro ponto destacado pela análise é a ausência de grandes ondas de vendas a cada nova máxima. Para o Bitcoin e o Ethereum, o trimestre terminou marcado por uma combinação de demanda mais firme e menor pressão vendedora.

Bitcoin supera um teste importante antes de buscar os US$ 100 mil

Em 25 de setembro, Bitcoin passou por um dos principais eventos do fim do trimestre: o vencimento trimestral de opções, com um volume significativo de contratos.

Apesar do potencial de impacto desses vencimentos sobre os preços no curto prazo, o BTC manteve a sustentação e não registrou uma queda acentuada nem uma sequência de liquidações.

Com o vencimento para trás, a atenção se volta para uma resistência importante em torno de US$ 96.700. Uma superação dessa região colocaria o ativo mais próximo do nível psicológico de US$ 100 mil.

Ainda restam alguns dias para o encerramento do trimestre, o que deixa espaço para Bitcoin e Ethereum ampliarem uma performance que já entrou para a história.

O histórico também favorece o próximo período: o quarto trimestre costuma apresentar um comportamento mais positivo para o mercado cripto do que o terceiro. Isso não garante continuidade da alta, mas muda o ponto de partida para os próximos meses.

A rotação do ouro para Bitcoin voltou ao debate

Enquanto os dois maiores criptoativos acumulam fortes ganhos, uma antiga tese reapareceu nas redes sociais. O perfil Mister Crypto voltou a destacar a chamada rotação do ouro para Bitcoin, observando que o ritmo do ouro desacelera enquanto o BTC ganha força.

A interpretação é baseada em movimentos semelhantes observados em 2017 e 2020, antes de fases de alta marcantes para o Bitcoin.

Mas o histórico, por si só, não transforma esse padrão em uma previsão. O comportamento pode parecer evidente quando analisado depois dos acontecimentos, mas isso não permite saber antecipadamente se o mercado está repetindo a mesma trajetória.

A relação entre ouro e Bitcoin pode reforçar uma narrativa já popular entre investidores, mas o texto não aponta uma relação causal comprovada entre os dois movimentos.

Por enquanto, o que os dados do trimestre mostram é mais concreto: Bitcoin teve seu segundo melhor Q3, Ethereum registrou seu melhor terceiro trimestre, e a passagem para o Q4 começa com o mercado em uma posição diferente daquela observada no início do período.

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Luíza Nunes
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