5 sinais no radar do Bitcoin enquanto o mercado aguarda o choque do Fed

5 sinais no radar do Bitcoin enquanto o mercado aguarda o choque do Fed

A alta do Bitcoin atingiu um marco importante na última semana de agosto. A criptomoeda registrou ganhos de até 27% em um rali de cinco dias, alcançando a marca de US$ 79.550, seu maior nível desde meados de maio. Durante o fim de semana, o ativo consolidou perto de US$ 77.500, marcando o melhor desempenho para o mês desde 2017.

O destaque do movimento foi o fechamento semanal em US$ 77.727, segundo dados da Bitstamp. Esse valor representou a superação da média móvel exponencial (EMA) de 50 semanas, uma linha de resistência técnica acompanhada de perto pelos investidores. É a primeira vez que o ativo encerra a semana acima desse patamar crucial desde novembro de 2025.

Alguns analistas, no entanto, recomendam cautela com a continuidade da alta do Bitcoin. O perfil Rekt Capital observou que toda a região dos US$ 80.000 ainda atua como uma barreira significativa. Em ciclos anteriores, ralis de recuperação costumavam sofrer retrações agudas antes de uma confirmação definitiva de fundo de mercado.

No aspecto fundamentalista, as bases de custo dos investidores mudaram. Dados da plataforma CryptoQuant indicam que novos compradores têm seu ponto de equilíbrio próximo a US$ 73.000. Isso transforma a faixa entre US$ 68.000 e US$ 73.000 em uma zona de suporte vital. Perder essa região colocaria rapidamente uma grande parcela do capital recente em prejuízo.

O que impulsiona a alta do Bitcoin e o impacto do Fed

Fora dos gráficos, decisões governamentais serviram de catalisador para a alta do Bitcoin. O Tesouro dos EUA dobrou suas recompras de dívida para US$ 4 bilhões por operação, desencadeando um movimento que liquidou um recorde de US$ 3,1 bilhões em posições vendidas no mercado cripto. Especialistas avaliam que a ação reacende o debate sobre o controle da curva de juros (YCC), um cenário historicamente favorável a ativos alternativos.

As atenções agora se voltam para o simpósio econômico de Jackson Hole. O mercado aguarda o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed), em busca de pistas sobre o futuro das taxas de juros, atualmente entre 3,50% e 3,75%. Além disso, o índice de inflação PCE, medida preferida da instituição, será divulgado nesta quarta-feira, podendo ditar o humor dos investidores.

Enquanto isso, o otimismo institucional contagiou os fundos de índice (ETFs) à vista nos Estados Unidos. O setor captou US$ 1,9 bilhão na última semana, o maior volume registrado desde outubro de 2025. O fundo IBIT, da BlackRock, liderou as entradas com mais de meio bilhão de dólares em um único dia, confirmando o forte fluxo de capital corporativo para o ativo.