Aposta de vendidos desaba e garante alta do Bitcoin após liquidação de US$ 4 bilhões

Aposta de vendidos desaba e garante alta do Bitcoin após liquidação de US$ 4 bilhões

A alta do Bitcoin ganhou força na manhã desta sexta-feira e a criptomoeda ultrapassou a marca de US$ 77.000 durante o pregão europeu. O ativo digital registra um avanço de 8% nas últimas 24 horas e acumula ganhos robustos de 22% ao longo da semana.

O principal motor desse movimento foi uma liquidação em massa de posições vendidas, os chamados shorts. Segundo dados da plataforma CoinGlass, cerca de US$ 1,2 bilhão em apostas contra o mercado foram encerradas à força em apenas 24 horas, afetando mais de 156 mil traders.

Esse volume se soma aos US$ 3 bilhões em liquidações registradas na quinta-feira, o maior valor diário desde 2021. O total de perdas para os vendedores a descoberto em dois dias chegou a aproximadamente US$ 3,8 bilhões.

A maior posição individual liquidada foi um trade de US$ 25,13 milhões na corretora Hyperliquid.

Uma liquidação ocorre quando um operador toma recursos emprestados para fazer uma aposta maior do que seu capital cobre. Se o mercado se move na direção contrária, a exchange fecha a posição automaticamente antes que o prejuízo supere a garantia depositada. Como esses traders apostavam na queda, o fechamento forçado gerou uma pressão de compra massiva, criando um efeito cascata.

O que sustenta a atual alta do Bitcoin e das altcoins?

O tamanho expressivo das liquidações é fundamental para entender o momento do mercado. Especialistas apontam que a magnitude desses números indica uma alta do Bitcoin baseada em grande parte na mecânica de operações, com traders sendo forçados a comprar para cobrir apostas perdedoras, em vez de uma valorização guiada puramente por nova demanda.

Além do Bitcoin, outras moedas acompanharam o salto. O Ether subiu quase 5%, alcançando US$ 2.350, enquanto a Solana avançou mais de 5%, encostando na faixa de US$ 90. O token HYPE liderou os ganhos da semana entre as principais criptos com 27% de avanço, e a Dogecoin subiu quase 9%. O BNB operou com ganhos de 6% a US$ 660, enquanto a rede Tron teve uma leve alta de 1,5%.

O cenário macroeconômico também favoreceu a alta do Bitcoin. Na quarta-feira, o Tesouro dos Estados Unidos dobrou suas recompras de títulos de longo prazo de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões, movimento que aliviou o mercado de renda fixa e aumentou o apetite por risco dos investidores.

No campo político, o presidente Donald Trump pediu ao Congresso americano que avance com a Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais. O apelo ocorreu em um evento na Casa Branca, no qual esteve acompanhado por executivos de empresas do setor, como Coinbase, Gemini, Ripple e Chainlink Labs.

Com a quebra da resistência de US$ 66.600 nos dias anteriores, o mercado precificou rapidamente os níveis atuais. Agora, o valor de mercado do Bitcoin se consolida em US$ 1,5 trilhão. Apesar da expressiva recuperação, o ativo ainda opera cerca de 40% abaixo do seu recorde histórico de US$ 126.000, registrado em outubro do ano passado.