Os validadores da rede Solana iniciaram um processo de votação focado em três novas propostas para o ecossistema. Duas dessas medidas têm como objetivo principal reduzir a quantidade de tokens SOL disponíveis em circulação.
A votação segue aberta até quinta-feira e dá o poder de decisão aos participantes que mantêm seus ativos em staking. O peso de cada voto é proporcional ao montante de moedas bloqueadas para garantir o funcionamento do sistema.
A proposta SGP-0002 planeja acelerar o ritmo em que a rede Solana reduz a emissão de novos ativos. Atualmente, a criação de moedas cai 15% ao ano, e a mudança dobraria essa taxa de corte para 30%, atingindo o piso inflacionário mais cedo.
Já a SGP-0003 altera a estrutura de custos das transações e o destino desse dinheiro. A taxa passaria a ser dividida: uma fatia fixa vai para o produtor do bloco, enquanto a parte variável, baseada no esforço computacional exigido, é permanentemente destruída.
Como as propostas afetam a economia da rede Solana
Com as novas regras, a expectativa é que a queima diária salte da média atual de 650 SOL para um patamar entre 7.500 e 9.000 SOL. Esse volume destruído representaria até US$ 846 mil retirados de circulação todos os dias, com base nas cotações recentes.
A redução na emissão e o aumento na destruição de moedas atraem a atenção imediata dos investidores. Essas dinâmicas impactam diretamente a oferta do ativo no mercado, embora nenhuma das propostas altere a demanda pelo token.
A terceira proposta em pauta, SGP-0001, busca formalizar o modelo de governança aprovando a “Constituição da Solana”. O texto define como as decisões devem ser tomadas, substituindo os antigos acordos informais feitos entre desenvolvedores e grandes operadores.
As três votações estão ocorrendo simultaneamente, criando um cenário curioso: as regras econômicas estão sendo decididas no mesmo sistema de votos que a constituição ainda tenta ratificar oficialmente.
Durante o andamento das propostas, o token SOL apresenta um desempenho positivo. O ativo operava acima de US$ 96 no início desta semana, acumulando uma alta de 1,6% em 24 horas e 28% nos últimos sete dias.

