A rede Tron assumiu a liderança definitiva sobre o Ethereum no mercado de stablecoins. Com um aumento de US$ 4 bilhões apenas no último mês, o fornecimento de USDT na Tron alcançou a marca de US$ 94,27 bilhões.
Esse cenário consolida uma mudança direta na infraestrutura de pagamentos digitais. Dados do relatório State of TRON da Messari mostram que, no final do segundo trimestre de 2026, a rede já abrigava US$ 87,9 bilhões em USDT, contra US$ 78,7 bilhões do Ethereum.
A dominância do token dentro da própria blockchain é quase total. Hoje, a presença do USDT na Tron representa 98,5% de todo o ecossistema de moedas pareadas ao dólar operando na rede.
Durante o segundo trimestre, a blockchain processou US$ 2,1 trilhões em transferências do ativo. O volume diário frequentemente ultrapassa a marca de US$ 20 bilhões, movimentado por uma base que superou 400 milhões de contas no final de agosto.
Por que a expansão de USDT na Tron continua acelerada?
A vantagem competitiva da rede está nos custos operacionais. As taxas de transação são apenas uma fração do cobrado no Ethereum e o processamento é mais rápido, um fator essencial para comerciantes de varejo e empresas que dependem de remessas internacionais diárias.
A própria Tether tem priorizado a emissão de novos lotes de USDT na Tron. Essa escolha estratégica para cunhagem em larga escala começou a se desenhar em 2022 e transformou a rede no principal hub da empresa.
Atualmente, mais da metade de todo o Tether em circulação no mundo vive nesta blockchain. No entanto, esse monopólio prático traz novos desdobramentos de mercado e atrai a atenção de autoridades financeiras internacionais.
Com governos globais criando regras mais rígidas para pagamentos digitais, o alto fluxo de USDT na Tron deve gerar um escrutínio regulatório maior. A governança do projeto e seu vínculo histórico com Justin Sun são fatores que já estão sob observação direta de formuladores de políticas.


