A popular corretora Robinhood oficializou o lançamento da rede principal pública da Robinhood Chain, sua nova solução de segunda camada (Layer-2) construída na rede Ethereum e desenvolvida com a tecnologia da Arbitrum. A novidade busca unificar o mercado financeiro tradicional ao ecossistema de criptoativos.
Batizada de “nativa para IA”, a blockchain se destaca por permitir a automação de negociações por meio de agentes de inteligência artificial. O ecossistema da Robinhood Chain já estreia com integrações de peso, incluindo BitGo e Chainlink, além de parcerias estratégicas com a Uniswap e a Pleiades para prover liquidez descentralizada.
Layer 1 e Layer 2: como funcionam as soluções que tornam as blockchains mais rápidas
Expansão Global e Recursos da Robinhood Chain
De acordo com Johann Kerbrat, vice-presidente sênior e gerente geral de cripto da empresa, a inovação traz facilidade aos usuários. “As finanças descentralizadas abrem possibilidades além do que as finanças tradicionais podem oferecer, mas, historicamente, exigiam conhecimento técnico para navegar”, afirmou o executivo.
Outro grande atrativo do projeto envolve os chamados “Stock Tokens” na Robinhood Chain, que são representações em blockchain de ações de gigantes globais como Apple e Nvidia. Usuários de regiões elegíveis — que excluem os Estados Unidos, poderão utilizar esses ativos tokenizados em pools de empréstimos e como garantias em operações de DeFi.
Para o público norte-americano, a empresa liberou o Robinhood Earn, permitindo o rendimento da stablecoin pareada ao dólar USDG com taxa estimada em 7% ao ano. Em paralelo, a carteira digital própria da marca expandiu suas funções para aceitar negociações de contratos perpétuos direto pelo aplicativo, utilizando a exchange descentralizada Lighter.
O anúncio da Robinhood Chain acompanha um forte movimento de expansão geográfica da marca, que passa a aceitar clientes do Canadá e, em breve, de Singapura. A corretora também planeja oferecer seus serviços de criptomoedas no Reino Unido em um futuro próximo, somando forças à sua base atual de quase 28 milhões de usuários.
O mercado financeiro reagiu de forma positiva e as ações da companhia (HOOD) fecharam o dia em alta superior a 8%, cotadas a US$ 108,65, acumulando ganho de quase 20% no último mês. Apesar do otimismo recente, o papel ainda opera cerca de 29% abaixo de sua máxima de 52 semanas, fixada em US$ 153,86. A valorização ocorre semanas após a empresa reduzir seu quadro de funcionários em 10% devido a uma queda trimestral de 34% nas receitas com cripto, que recuaram de US$ 221 milhões para US$ 134 milhões.
Robinhood despenca 14% após receita de cripto cair pela metade




