A Ripple decidiu expandir seus horizontes para além do mercado tradicional de criptomoedas. A empresa acaba de abrir uma mesa de operações Delta One por meio de seu braço de corretagem institucional, a Ripple Prime.
Essa nova estrutura permite que investidores apostem na variação de preços de ações dos EUA, grandes índices e criptoativos. O diferencial é que os clientes não precisam possuir esses ativos diretamente, operando por meio de contratos de swap de retorno total (TRS).
Com esse movimento de expansão, a Ripple entra em um território financeiro historicamente dominado por grandes bancos de Wall Street, como Goldman Sachs e JPMorgan. A proposta é oferecer negociação contínua, permitindo que os clientes compensem margens em diferentes classes de ativos 24 horas por dia.
O que a nova mesa da Ripple significa para o XRP
Apesar das raízes da empresa no mercado cripto, o token XRP não é um requisito para utilizar o novo serviço. Os contratos de swap não são liquidados com o token e nem utilizam a rede do XRP Ledger como infraestrutura.
Todo o fluxo de dinheiro passa diretamente pela própria companhia. Para consolidar essa operação institucional, a Ripple comprou a corretora Hidden Road por US$ 1,25 bilhão em 2025, além de manter mais de US$ 1 bilhão em capital líquido regulatório.
A companhia defende que possui uma vantagem em relação aos bancos tradicionais por atuar apenas na compensação e financiamento das operações. “Os clientes agora podem acessar ações, câmbio, derivativos, renda fixa e corretagem de ativos digitais por meio de uma única contraparte construída para o futuro das finanças”, afirmou Noel Kimmel, presidente da Ripple Prime.
Durante o anúncio oficial, o XRP era negociado a US$ 1,46, acumulando uma alta diária superior a 5%. No entanto, esse movimento foi associado a um rali mais amplo do mercado, já que as taxas geradas pelo novo serviço de swaps pertencem exclusivamente à Ripple, sem repasse aos detentores do token.


