Queda do token trava crescimento do ETF de Chainlink da Grayscale

Queda do token trava crescimento do ETF de Chainlink da Grayscale

O ETF de Chainlink administrado pela Grayscale (GLNK) registra uma clara estagnação em seu patrimônio líquido, impulsionada diretamente pela desvalorização do token subjacente. O cenário afasta o produto das estimativas otimistas feitas no início deste ano.

Segundo o formulário 10-Q enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em 7 de agosto, o fundo encerrou o segundo trimestre com US$ 72,2 milhões sob gestão. O montante é praticamente idêntico aos US$ 73 milhões contabilizados em abril.

A paralisação no crescimento não resulta de saques em massa. O documento detalha que o número de tokens mantidos no fundo permaneceu estável. O impacto negativo vem da queda de 18% no preço do LINK, que recuou de US$ 8,77 em maio para US$ 7,25 no fim de junho.

Como o ETF de Chainlink frustrou as projeções do mercado

Essa desvalorização de mercado gerou uma perda não realizada de aproximadamente US$ 16,4 milhões nos ativos da gestora e reduziu o valor patrimonial por cota para US$ 6,38.

Como o ETF de Chainlink é um veículo de investimento de ativo único, ele não possui diversificação para mitigar quedas. Assim, qualquer variação negativa no mercado reflete mecanicamente no portfólio, neutralizando o efeito das novas entradas de capital.

Lançado na NYSE Arca em dezembro de 2025, o produto iniciou suas negociações com forte demanda institucional. O fundo captou US$ 41 milhões apenas no primeiro dia, volume que subiu para US$ 64 milhões em menos de 48 horas.

O início robusto levou analistas a projetarem que o ETF de Chainlink alcançaria entre US$ 150 milhões e US$ 300 milhões em ativos até meados de 2026. Cenários mais favoráveis apontavam até US$ 600 milhões, metas que não se materializaram.

Apesar da redução na taxa de administração anual para 0,35% após a conversão para ETF, a estrutura de ativo único mantém o produto vulnerável aos ciclos de preço.

A expansão futura deste ETF de Chainlink depende agora da entrada de novos fluxos de capital e, principalmente, de uma recuperação consistente nos preços da rede de oráculos para reverter o impacto registrado no trimestre.