As stablecoins atreladas ao dólar assumiram o controle dos pagamentos com cartões de criptomoedas. Juntos, o USDC e o USDT respondem agora por cerca de 84% de todo o volume gasto nessas plataformas.

Essa divisão mostra uma inversão total em um mercado que era liderado por tokens baseados no euro há menos de dois anos. No início de 2024, a stablecoin EURe representava cerca de 88% do volume de cartões, fluindo principalmente através da rede Gnosis.

Hoje, a participação do euro caiu para aproximadamente 2%, segundo o mais recente relatório da a16z crypto. O crescimento acelerado do dólar digital retirou o volume dos cartões de criptomoedas quase inteiramente dos trilhos europeus.

O USDC processa atualmente cerca de 58% dos pagamentos em cartão, enquanto o USDT fica com 26%. Há apenas um ano, esses números eram de 48% e 7%, respectivamente.

O relatório da a16z crypto destaca a mudança clara de comportamento no mercado. “O gasto com cartão de pagamento em criptomoedas agora acontece esmagadoramente em dólares digitais”, afirma o documento.

Volume recorde movimenta cartões de criptomoedas

O volume mensal movimentado pelos cartões de criptomoedas atingiu a marca de US$ 759 milhões em julho. O valor representa um salto de 2,5 vezes em relação aos US$ 306 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Quando o rastreamento desse mercado começou, em outubro de 2023, o volume mensal ficava abaixo de US$ 1 milhão. Em julho deste ano, os usuários realizaram quase 9 milhões de compras, com um ticket médio em torno de US$ 86.

A rede Optimism (OP) lidera a liquidação das transações com cerca de 29% do volume, seguida por Solana (SOL) e Base, ambas com quase 19%. Quase todo o gasto rastreado com cartões de criptomoedas passa atualmente pela rede Visa.

A RedotPay é o maior programa do setor em volume, mas seus dados são declarados pela própria empresa, o que adiciona alguma incerteza aos totais. Apesar do crescimento, o uso do ecossistema cripto para pagamentos no varejo continua pequeno quando comparado às redes financeiras tradicionais, que processam trilhões de dólares todos os meses.

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Luíza Nunes
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