Dogecoin (DOGE) está a um passo de confirmar um Death Cross no gráfico semanal — um cruzamento técnico que não aparece desde fevereiro de 2023.
O sinal ocorre quando a média móvel de 50 semanas cruza para baixo da média de 200 semanas. É um indicador clássico de tendência baixista de longo prazo, e raro no histórico da moeda: desde 2021, o DOGE passou por apenas três cruzamentos desse tipo, sendo dois deles Golden Cross — o oposto, um sinal de alta.
Na última vez que o Death Cross apareceu, em 2023, o preço do Dogecoin ficou represado entre US$ 0,07 e US$ 0,10, sem uma queda abrupta. O cenário atual, porém, é diferente.
Hoje, o token DOGE opera perto de US$ 0,074, já abaixo das duas médias móveis, o que pode intensificar o efeito do cruzamento caso ele se confirme com volume alto de negociação. Traders e analistas acompanham de perto a situação, já que uma confirmação nessas condições pode abrir espaço para uma nova onda de vendas.
Death Cross pode se transformar em Golden Cross?
Apesar do alerta técnico, parte dos investidores aposta justamente no contrário: uma virada repentina para cima. O histórico do Dogecoin já mostrou reviravoltas que desafiam a lógica pura dos gráficos.
Em 2021, um Golden Cross impulsionou o preço da moeda de US$ 0,02 para US$ 0,74 em apenas três meses, uma alta de 3.600%. Em 2024, um cruzamento bullish semelhante resultou em um salto de 100% no valor do ativo.
Mesmo com o sinal técnico apontando para baixo, fatores externos ainda podem mudar o rumo da história. Um post de Elon Musk, uma nova integração relevante ou até uma valorização do Bitcoin têm potencial de reaquecer o interesse pelo Dogecoin. Alguns analistas chegam a apostar em uma nova máxima histórica, caso a moeda rompa a resistência de US$ 0,12.
Ainda assim, a cautela continua sendo a palavra de ordem. O mercado cripto é volátil e imprevisível, e mesmo que o Death Cross não tenha causado estragos no passado, dessa vez ele pode marcar o início de uma correção mais profunda.
O Dogecoin está, portanto, em um momento decisivo entre o risco do Death Cross e a possibilidade de um novo rali, cabe ao investidor observar os próximos movimentos com atenção redobrada.




