Choque de oferta e saques massivos de baleias colocam a Solana no radar global

Choque de oferta e saques massivos de baleias colocam a Solana no radar global

A criptomoeda Solana registrou um forte movimento de alta recente, atingindo uma máxima de sete meses ao superar a marca de US$ 105. Esse rali expressivo, que partiu da faixa de US$ 75, é impulsionado por três grandes eventos estruturais no ecossistema da rede.

O principal catalisador veio de uma mudança direta na emissão de novos tokens. Os validadores da rede aprovaram a proposta SGP-0002, que dobra a taxa anual de desinflação do ativo de 15% para 30%.

A votação foi acirrada, alcançando cerca de 67% de aprovação, o limite exato exigido pelas regras da rede. Mert Mumtaz, CEO da Helius, destacou que sua equipe fez centenas de ligações nas horas finais para garantir que a medida passasse por um “fio de cabelo”.

Na prática, a proposta acelera a queda da inflação da Solana sem alterar a taxa mínima final estipulada em 1,5%. O prazo para atingir esse patamar piso caiu do primeiro semestre de 2032 para o primeiro semestre de 2029, o que resultará em uma queda mais rápida nos rendimentos de staking.

ETF da Solana atinge marco histórico de US$ 1 bilhão

Outro fator de peso institucional foi o desempenho do Bitwise Solana Staking ETF (BSOL). O fundo se tornou o primeiro ETF focado no ativo a superar a marca de US$ 1 bilhão sob gestão, levando cerca de dez meses para alcançar esse valor desde o seu lançamento.

Teddy Fusaro, presidente da Bitwise, ressaltou que a marca de US$ 1 bilhão ocorreu mesmo com as cotas do fundo negociadas 40% abaixo de seus preços de listagem. O BSOL detém mais de 9,3 milhões de tokens e realiza o staking de todo o seu portfólio, entregando uma taxa de recompensa de 5,8%.

Além do movimento institucional via fundos, grandes investidores privados também estão movimentando o mercado. Dados da plataforma Lookonchain revelaram saques massivos de corretoras, incluindo uma transferência recente de quase US$ 30 milhões em Solana retirados da Binance.

Após consolidar uma alta mensal de 42%, o ativo se mantém firme acima dos US$ 100, mesmo com correções pontuais do mercado geral. Alguns analistas do setor avaliam que os novos fundamentos podem pavimentar o caminho para metas de preço entre US$ 150 e US$ 300 nos próximos ciclos.