O mercado da criptomoeda Chainlink está apresentando um comportamento incomum em junho de 2026. Mesmo negociada próxima das marcas mais baixas do ano, a rede registrou uma entrada massiva de novos investidores nos últimos dias.
Atualmente cotada a US$ 7,33, a Chainlink acumula uma desvalorização de 7,5% na semana, apesar de uma leve recuperação diária de 1,5%. No entanto, por trás do desempenho fraco dos preços, a blockchain registrou os dois maiores dias de criação de carteiras de todo o ano de 2026.
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O mistério da atividade na rede Chainlink e o fluxo das corretoras
Segundo dados da plataforma Santiment, foram gerados 3.142 novos endereços no dia 25 de junho e outros 3.040 no dia 26 de junho. Esse movimento destoa completamente da média anual, que vinha se mantendo em apenas algumas centenas de novas carteiras diariamente.
Especialistas apontam que o crescimento é impulsionado pela expansão da Chainlink em setores como o Projeto Pangea, liquidação de ativos tokenizados e fluxos de dados de ações 24 horas por dia. O interesse em ativos do mundo real (RWA), que recentemente movimentou a Solana, agora se reflete na procura pela infraestrutura de oráculos do ecossistema.
Apesar do salto no número de novos endereços, a atividade geral da rede segue retraída. Dados da CryptoQuant mostram que os endereços ativos despencaram de um pico de 400 mil a 430 mil em meados de 2025 — quando o token valia entre US$ 25 e US$ 27. O indicador contraiu para a faixa de 50 mil a 100 mil e hoje está em cerca de 7 mil carteiras ativas.
Essa calmaria indica que os novos entrantes estão focados em acumular o ativo a preços baixos, em vez de movimentar transações imediatamente. Esse cenário ganha força com os dados de fluxo das corretoras: após uma forte entrada de tokens nas exchanges no início do mês, o saldo recente mostra uma retirada líquida de 70,2 mil moedas para custódia própria.
No gráfico, a estrutura técnica ainda favorece os vendedores. A moeda despencou de US$ 8,60 no início de junho para a mínima de US$ 7,04 entre os dias 24 e 25 de junho. O suporte atual está fixado entre US$ 7,00 e US$ 7,18, enquanto as resistências de curto prazo se concentram entre US$ 7,60 e US$ 7,80.
O indicador de Força Relativa (RSI) está em 33,61, com a linha de sinal em 39,17. Contudo, as médias móveis de 50 dias (US$ 8,72), 100 dias (US$ 8,93) e 200 dias (US$ 9,94) continuam em forte declínio acima do preço atual, confirmando que a tendência de baixa da Chainlink permanece intacta.
No longo prazo, o recuo posiciona o preço ligeiramente acima do suporte macro de Fibonacci em US$ 7,18, tendo a primeira barreira de alta estimada em US$ 7,97. Embora a divergência aponte para um acúmulo silencioso, o sucesso dessa virada dependerá de as novas carteiras gerarem volume real de transações nos próximos movimentos de mercado.
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