O aguardado lançamento da atualização Alpenglow na rede principal da Solana não vai acontecer em 28 de setembro, ao contrário do que apontavam boatos recentes. Anatoly Yakovenko, cofundador da rede, encerrou as especulações com uma única palavra: “decel”, uma gíria cripto que indica a decisão de desacelerar o ritmo.

A Alpenglow é uma reformulação no consenso do projeto. A meta dessa mudança é reduzir o tempo de finalidade das transações para 150 milissegundos, um salto expressivo em comparação aos atuais 12,8 segundos necessários para a finalização completa.

A confusão sobre a data nasceu do cronograma da versão Agave v4.3, mantida pela desenvolvedora Anza. O planejamento marcava 28 de setembro para a retomada da ativação de recursos na rede principal, mas o documento oficial em nenhum momento mencionou a nova atualização.

Roger Wattenhofer, chefe de pesquisa da Anza, usou as redes sociais para afastar a narrativa de urgência. “Por que testaríamos um protocolo por apenas alguns dias antes de ativá-lo? Não há Alpenrush”, afirmou ele, destacando que a tecnologia entrou em testes públicos há poucos dias.

Por que a atualização Alpenglow exige cautela?

A postura defensiva dos desenvolvedores tem um fundamento prático e recente. Durante o mês de agosto, uma falha de roteamento levou a rede muito perto de uma paralisação. Diante desse evento, a equipe prefere evitar qualquer alteração de consenso executada às pressas.

Vale lembrar que a rede já passa por outras otimizações. Também em agosto, os desenvolvedores começaram a reduzir o tempo de bloco de 400 para 200 milissegundos, uma mudança voltada para a produção de blocos, enquanto o novo consenso foca na velocidade de finalização.

Até o momento, a atualização Alpenglow permanece restrita à rede de testes (testnet). O mercado absorveu a clareza do cronograma sem volatilidade, e a criptomoeda SOL registrou variação mínima de preço logo após as declarações, sendo negociada na faixa de US$ 119.

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Luíza Nunes
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