
A Bitmine Immersion Technologies comprou mais 8.573 ETH, em uma operação de aproximadamente US$ 19 milhões, e elevou suas reservas de Ethereum para 6.060.506 unidades. Com isso, a empresa chegou a 4,9% da oferta total da criptomoeda, ficando a apenas 1% de sua meta de controlar 5% de todos os ETH em circulação.
Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, as reservas da companhia estavam avaliadas em cerca de US$ 13,7 bilhões, considerando o preço de referência de US$ 2.261 por ETH.
A empresa mantém uma sequência de compras semanais desde 30 de junho de 2025, quando iniciou sua estratégia de acumulação de Ethereum. O objetivo, batizado de “Alchemy of 5%”, foi alcançado em aproximadamente 15 meses.
O avanço das compras ocorre em paralelo a uma avaliação otimista de Tom Lee, presidente do conselho da Bitmine, sobre a capacidade do mercado de absorver grandes ataques cibernéticos. Para ele, a reação relativamente moderada do Ethereum ao recente roubo bilionário associado à Binance demonstra que o setor está mais preparado para lidar com crises de segurança.
Bitmine vê reação do Ethereum ao ataque à Binance como sinal de resiliência
O roubo de aproximadamente US$ 6,4 bilhões associado à Binance na semana passada foi um dos principais pontos abordados por Lee. O FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte, mas o executivo argumentou que o impacto limitado sobre os preços das criptomoedas foi um sinal positivo.
Após o incidente, o Ethereum recuou cerca de 4%. Para efeito de comparação, quando hackers ligados ao grupo Lazarus, associado à Coreia do Norte, roubaram US$ 1,5 bilhão da Bybit em fevereiro de 2025, o ETH caiu 8% no mesmo dia e acumulou perdas de 20% na semana seguinte.
Lee apresentou seis fatores para explicar a diferença de reação do mercado: a capacidade da Binance de cobrir integralmente as perdas dos clientes; a ausência de uma onda de falências em protocolos DeFi, como ocorreu após o ataque à Bybit; e a atuação rápida do setor, que reduziu pela metade o prejuízo potencial.
O executivo também destacou a rapidez da investigação, com o FBI atribuindo o ataque à Coreia do Norte em apenas dois dias, enquanto identificações desse tipo historicamente poderiam levar meses.
Outro ponto foi a natureza do incidente. Na avaliação de Lee, o ataque envolveu uma “corporate infiltration” (infiltração corporativa) da infraestrutura da Binance, e não uma vulnerabilidade na própria blockchain.
Por fim, ele interpretou a queda relativamente pequena do Ethereum como mais um sinal de que o mercado está em um ciclo de alta. Em conjunto, os seis fatores indicariam que o setor está “increasingly resilient and more capable of absorbing these nation-state assaults” (cada vez mais resiliente e capaz de absorver esses ataques de Estados-nação).
Bitmine amplia reservas e aposta também em staking de Ethereum
Além dos 6,06 milhões de ETH, o balanço da Bitmine incluía 216 BTC, US$ 498 milhões em dinheiro e títulos negociáveis, uma participação de US$ 180 milhões na Beast Industries e uma posição de US$ 82 milhões na Eightco Holdings.
Somados, os ativos e investimentos classificados pela empresa como apostas de maior risco, além das reservas em dinheiro e outros tokens, totalizavam aproximadamente US$ 14,5 bilhões em 1º de novembro.
A Bitmine é atualmente a maior tesouraria corporativa de Ethereum do mundo e a segunda maior tesouraria de criptomoedas em termos gerais, atrás apenas da Strategy, empresa de Michael Saylor, que detém aproximadamente 848.517 BTC. A Strategy também retomou recentemente suas compras de Bitcoin, com uma aquisição de US$ 66 milhões após uma breve pausa.
Outra frente da estratégia da Bitmine é o staking. A companhia mantém 5.227.037 ETH, equivalentes a aproximadamente 86% de suas reservas, bloqueados por meio da plataforma MAVAN.
Segundo suas projeções, essa posição pode gerar cerca de US$ 358 milhões em receita anualizada com staking.









