
O Bitcoin opera em leve baixa na manhã desta quarta-feira (14), cotado a US$ 83.382, após uma tentativa frustrada de superar a marca de US$ 84 mil nas primeiras horas do dia.
A criptomoeda chegou perto desse patamar durante a madrugada, impulsionada pelo otimismo gerado pelas declarações de John Williams, presidente do Fed de Nova York, sobre a política monetária dos Estados Unidos.
Williams afirmou que “não vê necessidade de novos aumentos dos juros americanos em 2027”, citando fatores inflacionários temporários. O tom menos restritivo enfraqueceu o dólar e deu fôlego aos ativos de risco, fazendo o Bitcoin subir temporariamente.
A Zcash (ZEC) liderou as principais altcoins, com um salto de quase 7%, chegando a cerca de US$ 1.270. SOL e DOGE subiram 2,5% cada, e o Ether teve alta de 2%, atingindo cerca de US$ 2.520. XRP e BNB registraram altas entre 1% e 2%, enquanto o TRX ficou para trás, com um ganho inferior a 1%. O token HYPE foi a que apresentou pior desempenho, caindo 2% para cerca de US$ 81.
O impacto da inflação e os desafios do Bitcoin
Apesar do embalo inicial, o mercado reduziu o ritmo diante da proximidade da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA. Analistas alertam que uma leitura acima das projeções pode pressionar o Bitcoin.
No aspecto técnico, o ativo oscila entre a média móvel de 50 dias, na faixa de US$ 81 mil, e a resistência dos US$ 84 mil. Especialistas apontam que o comportamento do Bitcoin segue atrelado ao desempenho das ações de tecnologia.
Enquanto aguardam os novos dados macroeconômicos e o Livro Bege, os investidores mantêm cautela, deixando a criptomoeda em uma zona de oscilação até a definição dos próximos rumos do mercado.









