
A segurança das carteiras de criptomoedas voltou ao centro das discussões após um anúncio drástico da Trezor. A fabricante decidiu encerrar a autorização de sua rede de revendedores globais a partir de 1 de janeiro de 2027.
A decisão surge dias depois de a rival Ledger conduzir uma investigação que confirmou um implante espião em dispositivos vendidos por uma loja terceirizada no Sudeste Asiático, a CryptoBilis. O componente não autorizado conseguia decodificar a frase de recuperação e transmiti-la via rede celular LTE utilizando um eSIM embutido.
Em publicação nas redes sociais, a Trezor informou que não há evidências de comprometimento em seus dispositivos originais. O CCO da companhia, Danny Sanders, explicou que a redução de parceiros visa proteger a cadeia de suprimentos das carteiras de criptomoedas e permitir uma fiscalização mais rigorosa.
O impacto na segurança das carteiras de criptomoedas e o histórico de incidentes
Os comerciantes afetados não receberão novos lotes de produtos, mas terão permissão para escoar os estoques atuais durante a temporada de festas e a Black Friday. Os parceiros que permanecerem na rede passarão por uma triagem jurídica mais rígida e novas diretrizes de armazenamento e manuseio.
Diante da falha descoberta, a Ledger orientou que clientes que compraram na CryptoBilis recentemente evitem configurar os aparelhos ou transfiram seus fundos para novas carteiras.
O setor de carteiras de criptomoedas também lida com o histórico de vulnerabilidades da marca, que incluem o vazamento de dados de clientes ocorrido recentemente por meio de um parceiro de envio e casos passados de falsificações no mercado internacional.









