
O Bitcoin voltou a enfrentar pressão no mercado depois que os ETFs à vista dos Estados Unidos registraram uma saída líquida de US$ 487,1 milhões na quarta-feira.
Segundo dados da SoSoValue, foi a maior retirada diária desses fundos desde 25 de junho. O movimento aconteceu apenas um dia depois de analistas apontarem que novos fluxos de entrada seriam importantes para sustentar uma alta do Bitcoin acima de US$ 87 mil.
Os fluxos dos ETFs vêm mostrando bastante oscilação nas últimas sessões. Depois de acumularem cerca de US$ 2,65 bilhões em entradas líquidas em setembro, os fundos registram saldo negativo de US$ 165,6 milhões em outubro até agora.
A saída de quarta-feira também ficou muito acima do comportamento médio recente. O volume ficou cerca de 2,1 desvios-padrão abaixo da média diária dos últimos 90 dias, que estava próxima de US$ 92 milhões em entradas.
Desde o início do ano, os ETFs acumulam entrada líquida de US$ 717 milhões. O valor ainda representa uma margem pequena depois que o fluxo acumulado chegou a registrar saída de US$ 5,76 bilhões em julho. Desde o lançamento dos fundos, em janeiro de 2024, o saldo líquido permanece positivo em US$ 57,33 bilhões.
Bitcoin volta a testar uma faixa importante
Enquanto os investidores reduzem a exposição pelos ETFs, o Bitcoin opera perto de US$ 83 mil e permanece próximo da faixa de preço que sustentou o mercado desde a interrupção da alta em 21 de setembro.
Uma queda sustentada abaixo desse nível poderia abrir espaço para uma movimentação em direção a US$ 80 mil e enfraquecer o padrão de alta observado no gráfico diário.
Para Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro, a região entre US$ 80,5 mil e US$ 81,5 mil reúne as máximas locais do mês passado e a média móvel de 50 dias. Segundo ele, é importante observar se essa faixa atrairá compradores em busca de preços menores ou provocará liquidações de posições alavancadas.
No cenário de pressão maior, Kuptsikevich avalia que o Bitcoin poderia recuar para US$ 76 mil, região das mínimas recentes, ou até US$ 72 mil, próxima da média móvel de 200 dias.
Além dos fluxos dos ETFs, os títulos do Tesouro americano continuam trazendo volatilidade ao mercado. A possibilidade de uma escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã e a consequente alta do petróleo também aparecem entre os fatores que podem pesar sobre o Bitcoin.









