A gestora Bitwise lançou o primeiro ETF de NEAR em território americano. Negociado na bolsa NYSE Arca sob o código NRR, o fundo estreou com o recurso de staking integrado e atraiu US$ 35,5 milhões em fluxo de capital líquido apenas no primeiro dia.

O desempenho inicial superou lançamentos recentes de fundos focados em ativos com maior valor de mercado. Em apenas três dias, o ETF de NEAR acumulou quase US$ 58 milhões em entradas, movimentando entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões em volume diário nas primeiras sessões.

Até o início de outubro, o fundo já detinha cerca de 11,5 milhões de tokens, avaliados em US$ 53,4 milhões, com 98% desse montante alocado em staking. Os investidores recebem um rendimento líquido de 3,28%, após o desconto de 0,75% de taxa de administração, pagando pela conveniência de não precisar configurar validadores próprios.

Por que o novo ETF de NEAR aposta na inteligência artificial

Para apresentar o ativo a investidores tradicionais, o CEO da Bitwise, Hunter Horsley, baseia seu argumento na inteligência artificial. Ele destaca que Illia Polosukhin, cofundador da rede e coautor do artigo original do Google sobre a tecnologia “transformer” em 2017, construiu uma blockchain que permite a usuários e agentes de IA moverem ativos entre diferentes redes.

Enquanto startups de IA levantam fundos com avaliações entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões antes mesmo de lançarem produtos, a rede NEAR possui um valor de mercado próximo a US$ 6 bilhões. Segundo Horsley, essa proporção faz com que o projeto pareça extremamente barato para novos alocadores de capital.

A estratégia da rede é atuar como uma camada de simplificação em um setor fragmentado por vários modelos de IA, blockchains e stablecoins. Sal Ternullo, CEO da SVRN, empresa listada na Nasdaq que gerencia a tesouraria do projeto, aponta que o foco em privacidade atrai corporações que precisam processar dados sensíveis em modelos de código aberto.

Outro atrativo do fundo é o modelo econômico do projeto, que gera receita recorrente. O protocolo utiliza uma parcela das taxas de negociação para recomprar tokens no mercado. Uma proposta recente, que deve ir a votação em breve, sugere reduzir a emissão máxima de novos ativos de 2,5% para 1,6%, buscando otimizar o valor repassado aos detentores.

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Luíza Nunes
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