O Bitcoin pode estar entrando em um novo ciclo de alta, segundo o veterano trader Peter Brandt. Em entrevista ao Cointelegraph, ele afirmou que existe uma boa possibilidade de o mercado já ter encontrado o fundo e projetou um pico entre US$ 300 mil e US$ 600 mil até o fim de 2029.

Brandt havia apontado 4 de outubro como uma possível data para o fim do mercado de baixa. Agora, porém, acredita que o movimento pode ter começado antes do esperado.

Em julho, quando o Bitcoin negociava perto de US$ 64 mil, Brandt havia alertado para uma possível queda até a faixa dos US$ 40 mil. Desde então, o ativo chegou perto de US$ 85 mil antes de recuar.

Para o trader, a queda do Bitcoin para cerca de US$ 58 mil no fim de junho pode ter representado o fundo do ciclo. Ainda assim, isso não significa que novos recuos estejam descartados.

Brandt acompanha a possibilidade de uma correção para a região de US$ 65 mil a US$ 66 mil no início de outubro. Na avaliação dele, uma queda desse tipo poderia eliminar parte dos compradores que entraram no mercado depois da alta recente e abrir espaço para novas posições.

Ele também elevou sua projeção para o próximo topo do Bitcoin. Em julho, sua faixa estava entre US$ 250 mil e US$ 300 mil. Agora, a estimativa passou para US$ 300 mil a US$ 600 mil, com uma chance considerada relevante de o ciclo alcançar US$ 500 mil.

Brandt diz ainda que um Bitcoin a US$ 1 milhão até 2030 não seria impossível, mas não considera esse nível necessário para que sua estratégia funcione. Ele afirma que não colocou todo o capital destinado ao ativo no mercado e que ficaria satisfeito com uma exposição de 70% durante 70% da alta projetada até 2029.

Bitcoin pode ter novas oportunidades antes do próximo pico

Apesar da projeção de longo prazo, Brandt concentra parte de sua análise no comportamento dos ciclos anteriores, e não em explicações criadas depois dos movimentos de preço.

Na visão do trader, notícias sobre temas como o CLARITY Act não devem ser usadas automaticamente para justificar cada alta ou queda. Para ele, os mercados frequentemente se movimentam antes que os investidores encontrem uma narrativa para explicar o que aconteceu.

Seu modelo considera que o halving ocorre aproximadamente no meio do período entre o fundo do mercado de baixa e o próximo topo. Brandt também espera uma aceleração dos ganhos na fase final do ciclo, com os últimos três ou quatro meses podendo representar cerca de 30% da alta total.

Por isso, ele considera menos importante saber se o Bitcoin chegará a US$ 100 mil até o fim do ano. O foco, neste momento, estaria em identificar o próximo ponto de entrada com um nível de risco que possa ser medido.

Brandt também criticou a tese de investir em XRP apenas por sua utilidade transacional. Na avaliação dele, o fato de um ativo ser usado para pagamentos não significa automaticamente que ele precise se valorizar.

Ether e Solana receberam uma avaliação mais favorável dentro das alocações de criptomoedas mencionadas pelo trader, enquanto ele voltou a demonstrar cautela com tokens novos e apostas em ativos recém-lançados.

Para investidores financeiramente seguros, Brandt mencionou uma alocação de até 10% em criptomoedas, com o Bitcoin representando a maior parcela. Ele encerrou sua avaliação com uma comparação direta: “I believe that trading is a marathon, not a sprint.”

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Luíza Nunes
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