O preço do Bitcoin encerrou a semana acima de um indicador técnico decisivo, superando a sua média móvel de 50 semanas pela primeira vez em quase um ano. A criptomoeda fechou o período cotada acima dessa marca, o que é interpretado como um forte indício de recuperação.

Durante a semana encerrada em 20 de setembro, o ativo subiu quase 6% e alcançou a faixa de US$ 81.000. O movimento elevou os ganhos recentes para 29% em um intervalo de apenas 35 dias. A média de 50 semanas está atualmente na casa dos US$ 78.115.

Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, avalia que o fechamento semanal acima desse patamar confirma que a fase de baixa do mercado pode ter chegado ao fim. Para os especialistas, fechar a métrica semanal acima dessa linha tem um peso analítico muito maior do que ultrapassagens momentâneas.

Historicamente, a média de 50 semanas funciona como um teto durante quedas prolongadas. Quando a criptomoeda consegue romper e se manter acima desse nível, o mercado costuma registrar avanços expressivos.

O que o histórico revela sobre o preço do Bitcoin

A Galaxy analisou os ciclos da criptomoeda desde 2011 e identificou 13 ocasiões em que o preço do Bitcoin retomou a média de 50 semanas. Em 11 desses casos, o ativo não voltou a registrar novas mínimas, indicando que o momento mais crítico da queda havia passado.

Esses rompimentos bem-sucedidos precederam ciclos de grande valorização. O padrão foi observado após as quedas de 2011, 2014-2015, 2018 e 2022, resultando em ganhos que multiplicaram o valor da moeda ao longo dos meses seguintes.

Apesar da estatística favorável, o desempenho passado não garante que o cenário se repita de forma exata. Duas das 13 tentativas de retomada falharam durante o período volátil entre o final de 2021 e o início de 2022, resultando em quedas posteriores.

Agora, o foco do mercado é observar se o preço do Bitcoin conseguirá se sustentar acima da média nas próximas semanas. Caso isso se confirme, a mínima de US$ 60.000 registrada recentemente pode ter marcado o fundo definitivo do atual ciclo.

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Luíza Nunes
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